Tem objetos que a gente estima tanto e cuida com todo o carinho, mas acaba estragando acidentalmente. Foi o que aconteceu com minha linda chaise.
Olhem pra ela, tão lindinha antes do incidente.
Agora a história trágica. Estava eu com uma solução de cloro nas mãos, removendo as manchas de mofo da parede, ano passado choveu muito por aqui. Tá certo que esse ano também tem chovido, mas, enquanto está quente, a umidade evapora. Não lembro bem quando foi, deve ter sido em meados de outubro. Bem, segurava eu o potinho e a perigosa solução lá dentro. Precisei sair da sala por uns momentos, não me recorda para que. Talvez até tivesse ido ao banheiro. Precavida, deixei o pote no lugar mais seguro possível, ou seja, no chão. Ao voltar, no entanto, já nem pensava mais no infame recipiente e eis que chuto o miserável. Ele, desvairado, jogou toda a mistura em minha amada chaise, que repousava tranquilamente à sua frente. E nem adiantava mais nenhuma atitude alucinada de minha parte, porque, em segundos, vi a cor do tecido desbotando alí, diante de meus olhos estupefactos.
E agora? O que fazer?
Nem tive coragem de registrar essa mancha em minha vida, mostro aqui o resultado de um pequeno trabalho com carimbo, pincel, caneta e tinta para tecido. E, afinal, esquecido o dia do incidente, até acabei gostando da oportunidade de exercitar meus dotes artísticos.
Não sei dizer se está pronto, talvez ainda dê mais uns toques. Sabe aquela tela que você não consegue acabar?
Pois é, a chaise se transformou numa tela onde me expresso. Curiosa? Clica na foto para aumentar.












